O “boom” do Brasil no verão italiano!

Estou passando um tempo na Itália, mais especificamente em Catania, na Sicília.

É verão por aqui, o calor é grande, 28/30 graus as 17hrs, só pra se ter uma ideia. Apesar de bem mais seco, o clima é bem parecido.

Não sei se é só no verão pela curiosidade que as pessoas tem pelo Brasil e pela associação que se faz com calor, praia, aquela coisa toda, mas o pais está super falado por aqui.

No mês passado a edição italiana da Marie Claire  trouxe um especial com chamada de capa sobre o “Boom Brasile”. A versão on line deste especial, você pode ver aqui.

Traz matérias com nomes do design, arquitetura, caras novas da musica, com destaque para as mulheres, editorial em Ipanema (que não podia faltar) e coisas um pouco menos óbvias como videozinhos com jovens empreendedores de Campinas e Cordislândia (!) em Minas Gerais.

A Havaianas está na vitrine de uma das principais lojas de departamento italianas, aqui em Catania em uma avenida bem movimentada e importante do comércio. Os anúncios, cheios de elementos brasileiros, são de pagina dupla nas revistas de moda e lifestyle.

Havaianas na vitrine em Catania

Havaianas nas revistas

Tem também a coleção especial que o Amir Slama desenvolveu para a marca de moda praia Yamamay. São 50 peças que foram inspiradas pelos “trio elétricos do Carnaval da Bahia” .

Estive um uma das lojas para ver a coleção. Os biquínis tem estampas bem coloridas e as calcinhas são um pouco menores do que as comuns europeias. Os maios são bem bonitos. Bem bonitos mesmo, com recortes  e drapes. Deu certo, porque em 2013 tem mais.

Ainda na Yamamay, encontrei uma coleção que leva o nome  de “Copacabana 16”, mas não consegui muitas informações, já que, nem no site da marca, existe nenhuma referência à ela.  O que consegui achar em blogs, fala sobre uma “coleção assinada por jovens estilistas brasileiros”, assim sem citar nomes.  Achei bem curioso, porque as peças estão na entrada da loja e levam inclusive etiquetas com bandeirinhas do Brasil.

Até as lojinhas de bairro estão na onda brasileira. A “Mariu” fica numa rua paralela a do meu apartamento e está com uma vitrine temática, com direito a Cristo Redentor!

A lojinha aqui do lado de casa

Acho que as pessoas e as empresas tem curiosidade sobre o Brasil mesmo, mas agora com um diferencial. De quem está subindo na escala da economia e atraindo os olhares para novos oportunidades que aqui – para eles – já não se encontra mais.

Abs, Natália.

Fontes e imagens: Site Amir Slama, Yamamay, marieclaire.it, vogue.it

Anúncios

Dançando quadrilha com Volpi, Herchcovith, etc.

Ontem foi Dia de São João, ponto máximo das comemorações juninas.

A coisa ainda está pegando em Caruaru e só de pensar nas delicias de milho, mandioca e amendoim, já da vontade de me mandar pra lá!

Eu adoro festa junina! Acho alegre, divertida, colorida, tem um clima gostoso.

Também adoro ver que uma porção de gente boa se sentiu inspirado por ela – em algum momento – e o produziu coisa bacana.

Gosto dos quadros de Arte Naif  – aquela do artista sem formação erudita, esquema autodidata – que retratam a festa com um colorido vivo de encher os olhos de brilho, das consagradas bandeirinhas e mastros que Alfredo Volpi pintou nas décadas de 50 e 60 e ganhou o mundo depois.

 

Arte Naif – Festa Junina de Francisco Lopez da Silva

Ele pegou um elemento de uma festa bem popular e botou pro mundo ver.  Foi e ainda é visto em galerias silenciosas sob alguns rótulos – que ele rejeitava – de expressionista ou concretista. Mas é festa junina. É  popular, esta lá.

Volpi e as Bandeirinhas

Em 2007, Volpi inspirou  a coleção de inverno da Maria Bonita Extra que trouxe para a moda lindas estampas e fez todas as  mocinhas quererem dar uma volta na quermesse com seus vestidinhos e blusinhas de bandeirinhas coloridas.

As meninas da Maria Bonita Extra

O que dizer então de Alexandre Herchcovitch?

Usa xadrez em suas coleções desde que era “roupa de festa junina” e sempre fez um ótimo trabalho, criando padrões nada óbvios, deixando suas peças prontas para irem do arraial às ruas.

Herchcovitch 2004 e 2005

 

Nessa última coleção feminina, recém apesentada, que pelo que andei lendo não tem nenhuma inspiração junina, Alexandre levou para a passarela vestidos com grandes corações coloridos sobrepostos ao xadrez grandão  de fundo.

Herchcovitch feminino

É puro São João!

Tem alegria da quadrilha e o romantismo ingênuo do correio elegante!

Citei alguns – poucos – nomes de gente que produziu coisa boa tendo as festas juninas como inspiração clara, e outros cuja interpretação do trabalho é minha, por isso sinta-se à vontade para deixar mais algumas ideias.

Abs, Natalia.

Fontes e imagens: Site Chic, Enciclopédia Itau de Artes vVsuais, FFW Fashion Foward