Tavi musa

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Quando li pela primeira vez o “Style Rookie”, a Tavi já era famosa, já frequentava desfiles e tudo mais.

Confesso que não dei muita bola para o que ela escrevia, mas achei as influências muito interessantes. Incomuns. Ela tinha 13,14 anos e falava de feminismo, ouvia cantoras folk dos anos 70. Gostei.

Com a “Rookie Mag” foi diferente.

Adorei de cara. A proposta, o visual, os textos.. Achei extremamente inspiradora.

Com uma abordagem diferente que fala de mil e um assuntos com colaboração de quem quiser participar. Qualquer pessoa. O resultado é original, sem aquela coisa padrão que estamos acostumados a ver na grande maioria das revistas e blogs mundo a fora.

O público principal é adolescente mas desafio qualquer um com mais de 20 e poucos anos a não se identificar com pelo menos um, dos milhões de textos que estão lá.

E não espere posts “cor de rosa”. Tem desde  dicas para abrir seu próprio negocio até discussões sobre apropriação cultural passando por beleza, sexualidade e moda, claro (o assunto principal do Style Rookie).

Hoje sou muito fã da Tavi. Ela cresceu (está com 16), linda, cada dia mais inteligente, criativa, educada, independente e desdobrando a Rookie Mag em projetos bacanas.

Uma inspiradora exceção no meio de tanta gente que escreve, escreve, escreve e não tem nada a dizer.

 Abs,

Natália.

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Saindo para ver o mundo, o Brasil descobre o Brasil.

Tive um problema com a internet na semana passada, por isso não consegui publicar nada nestes dias 😦

Bom, após ter lido este post “Levante a cabeça, massa-rainha” do blog da Vivian Whiteman que considero a pessoa que melhor escreve sobre moda no Brasil, minha primeira reação foi: é isso ai, assino embaixo! Mais tarde, depois de ter pensado mais sobre o assunto (sim os textos da Vivian tem este poder, coisa rara hoje em dia) resolvi escrever este post.

Não que eu tenha mudado totalmente de opinião, pois acredito que ficar se espelhando em criações e elites “criativas” que nada tem a ver com o estilo de vida da grande maioria dos brasileiros é se manter num eterno lenga lenga que nunca vai chegar a uma moda/estilo mais com cara de Brasil.

Porém, pensando na “massa rainha” me perguntei: será que o Brasil está preparado para o desapego consumista-inspiracional-americano-europeu? Será mesmo que é isso que as pessoas querem no momento? Eu acho que não.

O pais com a classe média em ascensão que já é mais da metade da população e com um pouquinho mais de dinheiro para gastar está começando a descobrir o mundo agora. Sem ser somente pela internet através dos blogs de streetstyle, revistas internacionais e afins.

Estão saindo pra conhecer os lugares que sempre sonharam, visitando as lojas e comprando marcas que sempre admiraram.  Estão efetivamente começando a consumir as coisas de fora porque só agora elas estão mais acessíveis. E acredito que esta vontade deve permanecer por mais um tempo.

Ouvi de uma professora uma vez que só quando a gente sai do nosso pais é que aprende a olhar para ele de uma forma nova. E acho que este é o caminho.

Depois da “massa rainha” ter ido ver o mundo é que ela vai parar e olhar  para si mesma e ver o que tem realmente a cara dela, que soluciona seus problemas e que acompanha o estilo de vida que ela leva.

E as marcas brasileiras vão ter que entender isso. Que o que eles ditam como a última moda não sei aonde, simplesmente não vai mais atender a essa massa que pega trem-ônibus-metro, anda pelas calçadas esburacadas e enfrenta todas as estações do ano num só dia, numa cidade como São Paulo.

Não dá pra sair de casa com aquele vestidinho esvoaçante com uma “tendência transparência” + saltos matadores e andar 2 horas de condução lotada minha gente!

Mas é uma questão de tempo e de descobertas. Primeiro do mundo. Depois de nós mesmos.

Pode ser que demore mais um pouquinho, mas certamente acontecerá.

Abs, Natália.

Achando graça com o Harlequin

Harlequin é um estúdio de design inglês que cria tecidos para decoração, papéis de parede e acessórios como tapetes, toalhas e jogos de cama. Com muito charme.

A coleção mais nova se chama “Folia” e é inspirada em tecidos escandinavos do sec. 20. Muitas cores, motivos botânicos que resultam em combinações vibrantes, mas bastante aconchegantes.

O site deles é super “entre que a casa é sua”. E você fica à vontade pra ver todas as coleções, os “set designs” – que são as composições com ideias de usos em móveis, cortinas e almofadas.

E se depois de ver tanta coisa bonita, você se sentir inspirada(o), vá ate a seção “Scrapbook”. Lá você cria suas combinações e painéis de inspiração, adicionando os padrões das coleções que mais gostou.

Dá pra imprimir, enviar para os amigos ou se registar e rever tudo depois no próprio site.

Corre lá, depois me diz o que achou! harlequin.uk.com

Abs, Natália.

Imagens: Site Harlequin